terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Queima das fitas e outras festas académicas - 2º Bach - 09-10

Festas Académicas

Para além das festas da cidade ou da Rainha Santa, na primeira semana de Julho (centradas em torno do feriado municipal a 4 de Julho, festa da Rainha Santa Isabel), ‎Coimbra é também conhecida pelas festas e tradições académicas.

A primeira das duas festas é a Latada ou a Festa das Latas e imposição das insígnias, que acontece no início do ano escolar, para dar as boas vindas aos novos estudantes (caloiros ou novatos). As Latadas começaram no século XIX quando os estudantes exprimiam ruidosamente a sua alegria pelo termo do ano lectivo em Maio. Utilizavam para isso todos os objectos que produzissem barulho, nomeadamente latas. Foi a partir dos anos 1950/60 que as Latadas passaram a ocorrer, não no termo do ano lectivo, mas sim no início, coincidindo com a abertura da Universidade e a chegada da população escolar de férias, o que dava à cidade um clima eminentemente académico. Actualmente os caloiros, incorporados no cortejo, vestem uma fantasia pessoal com as cores da sua faculdade ou a batina virada do avesso, transportando cartazes com legendas de conteúdo crítico, alusivos à vida escolar ou nacional. Os caloiros seguem em duas filas paralelas, com os padrinhos que devem ter um comportamento digno de um estudante de Coimbra, dando o exemplo aos novatos que se estão a iniciar na Praxe Académica. No fim do cortejo nas ruas da cidade, os novos estudantes são baptizados no rio Mondego: "Ego te baptizo in nomine solemnissima praxis".

Sítio da Latada da Associação Académica de Coimbra.
Aquí expomos uma apresentação feita pelos alunos de 2º de Bachillerato sobre a Latada


A segunda festa é a Queima das Fitas, bastante mais importante que a primeira, tem lugar no fim do segundo semestre, mais concretamente no início do mês de Maio, começando na noite de quinta-feira para sexta-feira com a Serenata Monumental nas escadas da Sé Velha. É a maior festa estudantil de toda a Europa e tem a duração de 9 dias, um dia para cada faculdade da universidade (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologias, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação e Educação Física e Ciências do Desporto) e Antigos Alunos. Apesar de existirem mais festas do género em outras cidades, o aparecimento da Queima das Fitas começou em 1899 em Coimbra, fazendo assim com que seja única no país. Ela é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas Fitados e Veteranos, na solenização da última jornada universitária ou seja, o derradeiro trajecto de vivência coimbrã. Os festejos da Queima das Fitas consistem sobretudo no seu programa tradicional, composto por: Serenata Monumental, Sarau de Gala, Baile de Gala das Faculdades, Garraiada (Figueira da Foz), Venda da Pasta (receitas para a Casa de Infância Dr. Elísio de Moura), "Queima" do Grelo (que deu o nome à festa) e Cortejo dos Quartanistas, Chá Dançante e as ainda chamadas Noites do Parque.

O Sítio da AAC (Associação Académica de Coimbra) tem informação sobre a Queima das Fitas e a Praxe


http://2009.queimadasfitas.org/aqueima.html


EVENTOS TRADICIONAIS

GARRAIADA:

Garraiada toma lugar no Coliseu Figueirense . A Garraiada da Queima das Fitas é constituida por três momentos. Tem início com a Parada dos Fitados pela Arena, onde estes agitam orgulhosamente as suas fitas, seguida de uma Tourada e por fim a tão esperada Garraiada.
Este evento remonta às mais antigas tradições Coimbrãs, e realiza-se desde, pelo menos, 1903, sendo desde então um evento integrante da Queima das Fitas e também um dos mais mobilizadores acontecimentos, levando milhares de estudantes à Praça de Touros da Figueira da Foz
.

RECITA DAS FACULDADES: Segundo a Tradição Académica Coimbrã, a récita tem como objectivo a sátira, a crítica ou o desabrochar da veia poética dos que se preparam para deixar a Academia de Coimbra.
A Récita será aberta a todos os estudantes da Universidade de Coimbra, e realizar-se-á no dia 23 de Abril nos Jardins da Associação Académica de Coimbra
.

SERENATA MONUMENTAL:

É ao som do tradicional Fado de Coimbra, após o soar das doze badaladas da Cabra, que tem início a Semana das Actividades Tradicionais da Queima das Fitas de Coimbra. Este evento emblemático na vida académica de todos os estudantes, especialmente daqueles que pela primeira vez traçam a capa.


Aquí podem ver um vídeo da Serenata.




OUTROS EVENTOS:

Podem ver as actividades da Queima das Fitas do ano 2009 aquí.

A Praxe - 2ºBACH - 09-10

A PRAXE

No que consiste:
A praxe académica é um conjunto amplo de tradições, usos e costumes que se praticam e repetem ao longo dos anos no foro universitário, e cuja Alma Mater é Coimbra. Fortemente ligada ao conceito de praxe académica, está a tradição de integrar os caloiros na sua nova escola e nos próprios costumes, pelo que a praxe tem também um ritual iniciático fortemente hierarquizado. Esta ligação é forte de tal modo que por muitas vezes se confunde o conceito de praxe, que é o conjunto de todas as tradições e rituais com o de "gozo ao caloiro". Actualmente, as actividades de recepção ao Caloiro tem sofrido forte contestação e gerado enorme polémica, chegando a haver o instaurar de diversos processos-crime, em razão de práticas que, afinal de contas, nada têm a ver com os ritos iniciáticos da praxis académica.

GRAUS HIERÁRQUICOS
Na Wikipedia temos resumida a Hierarquia Universitaria. Aqui aparece a união de todas as hierarquias das universidades de Portugal, mas recomendamos ver a de Coimbra, que é a tradicional
PRAXE COIMBRÃ: INTEGRAÇÃO E AMIZADE
A praxe académica de Coimbra é uma tradição secular constituída por todos os costumes da Universidade de Coimbra, dos quais fazem parte algumas brincadeiras feitas pelos estudantes mais velhos (Doutores) aos alunos recém-chegados (caloiros).....
Declarando-se anti-praxe, o estudante perde alguns direitos, mas não é ostracizado, não fica isolado dos seus colegas, nem perde a oportunidade de fazer amigos.
Submetendo-se à praxe, o caloiro integra-se muito mais depressa na vida de Coimbra e na sua nova etapa como estudante universitário. ..
Pedro Silva (Presidente da Secção de Defesa dos Direitos Humanos da AAC)

http://www1.ci.uc.pt/sddh/Artigos%20Publicados/2001/PraxisCoimbra.doc

ARTIGO DE JORNAL
No entanto, segundo o dux, a praxe “não serve apenas para dar as boas-vindas aos caloiros” e proporcionar-lhes “uma boa integração” na comunidade universitária e na cidade…..…“A praxe é uma mostra da evolução das tradições dos estudantes e da universidade”, visando também “manter um espírito muito próprio numa comunidade muito única”, refere.….“O código deve ser interpretado como uma orientação de como deve ser vivida a praxe”, ….“Nestes anos, na Universidade de Coimbra, não me recordo de queixas devido à praxe”, confirma o presidente da Associação Académica (AAC), Jorge Serrote.* http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/veteranos-de-coimbra-rejeitam-praxes-que-ultrapassem-os-limites_1407762

ENLACES PARA LER MAIS:

Código da Praxe

Normas reguladoras dos actos de Praxe na ESTGL

Associação Académica de Coimbra

Tradição, na AAC, com todos os dados da Praxe

E na wikipedia.

DEBATE SOBRE A PRAXE NA TELEVISÃO SIC.
Há três vídeos no YouTube. Expomos o primeiro para não encher de mais o artigo, o visitante deve procurar o resto.


Capa e batina - 2º Bach - 09-10

Capa e Batina em Portugal é considerado o uniforme do estudante universitário. Deriva das vestes eclesiásticas e, desde sempre, é composto pela batina e capa. Este facto realça o pioneirismo da Igreja no Ensino.
O traje surgiu em Coimbra como forma de distinguir o foro académico das demais classes e ofícios Existem, portanto, um conjunto de regras de elaboração e utilização do traje que descrevem especificamente as características da calça ou saia, camisa, laço ou gravata, colete, batina, capa, sapatos.º
Capa e batina
O traje académico actual, também apelidado de "capa e batina", é composto por uma batina, que foi reduzida a uma casaca, colete, gravata preta, camisa branca, calças simples, sapatos simples, e por uma capa, que deverá tocar no chão, quando colocada sobre os ombros, sem dobras. Esta é a indumentária reservada aos homens, que também podem usar um gorro simples, sem borla. As senhoras, em vez da batina, usam um casaco pela cinta, mas não cintado, uma camisa branca, uma saia travada e abaixo do joelho, meias compridas, pretas e não opacas, sapatos simples, e uma capa igual à dos homens.
Ao final dos estudos está geralmente associado o "rasganço" de toda a indumentária académica, com excepção da capa e da pasta académica, que assim acompanham o resto da vida do antigo estudante. Hoje em dia, são raros os estudantes que fazem, de facto, o "rasganço", devido ao peso sentimental atribuído ao traje, no final do curso. Dá-se, então, um "rasganço" simbólico, usando-se apenas a capa (se assim o desejar) - esta é a indumentária mais característica dos Veteranos, os alunos com mais matrículas do que as necessárias para terminar o curso. Aos rapazes rasga-se a roupa toda com excepção dos colarinhos, punhos, capa e gravata. Às moças rasga-se apenas e só o que se não rasgou aos rapazes, isto é, os colarinhos, punhos, laço ou gravata e meias, a capa também não se lhes rasga.

Aquí temos um vídeo da serenata monumental com a canção tradicional.





E aqui a letra da canção:

E PARA A MALTA DO RODAS, NÃO VAI NADA?
NADA?NADA????.....TUDOOOOOOOOOOOO!!!!
MAS MESMO NADA?NADA?
NADA??......TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!
ENTÃO COM TODA A CAGANÇA E PUJANÇA E ESPÍRITO DO PEDAL, AQUI SAI UM
F-R-A...FRÁ
F-R-E...FRÉ
F-R-I...FRI
F-R-Ó...FRO
F-R-U...FRU
FRA-FRÉ-FRI-FRO-FRU
ALI-QUA-LI-QUA-LI-QUA
CHIRIBI-TA-TA-TA-TA
HURRA!!HURRA!!HURRA!!!