quinta-feira, 26 de novembro de 2009

20º aniversário da Convenção dos Direitos da Criança - 2º ESO 2 e alunos de Português com UNICEF

Os alunos de língua portuguesa e a turma 2º ESO 2 da escola secundária Lucía de Medrano (I.E.S. Lucía de Medrano) colaboraram com a UNICEF na celebração do vigésimo aniversário (20º) da Convenção dos Direitos da Criança. Para saber mais do que é isto, aqui está uma explicação tirada do sítio www.unicef.pt:

"As crianças têm direitos.

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidad a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documentos que anuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais - os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais - de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de principios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem,os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e tembém pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.

A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros
direitos das crianças:

• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial – todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento
(ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à protecção
(ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação
(ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)"

Os alunos fizeram uns cartazes com o desejo "Todos os Direitos para todos os meninos e meninas", e para participar nesse desejo pintavam as suas mãos de cores e deixavam uma pegada no cartaz.

Aliás, os alunos de Português quiseram expor as palavras que agrupam e descrevem os Direitos, em língua portuguesa (mas que se percebe por todos).

A celebração fez-se na Praça dos Bandos (Plaza de Los Bandos). Ali os miúdos que passavam podiam fazer a sua contribuição com a sua pegada colorida, a sua mão pelos Direitos.

Mostramos aqui algumas fotografias da realização e da celebração.



Espero que tenham gostado. Obrigado pela participação.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

1 de Dezembro - Restauração da Independência de Portugal - 4º de ESO - 09-10

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança. É comemorada anualmente em Portugal por um feriado no dia 1 de Dezembro.


Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião.


Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa.


Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo com ele como novo rei. Como estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão... Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono. Nesta altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola. Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino". Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe III (de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.


Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo. E também havía defensores do rei espanhol em Portugal). Mas o povo não gostava disso porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil. Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder.


No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira.


A 1 de Dezembro deu-se o golpe palaciano e, em 15 de Dezembro foi aclamado Rei de Portugal o Duque de Bragança, que se chamaria D. João IV.

Mais informação aqui (www.wikipedia.pt)