segunda-feira, 4 de maio de 2009

Zeca Afonso, o cantor da revolução - 1º Bachillerato - 08-09

Zeca Afonso nació en Aveiro y murió en Setúbal. Hijo de José Nepomuceno Afonso y Maria das Dores.Se crió con sus tíos asta los 3 años y luego marcho a Angola. La relación con el hábitat africano y su naturaleza le causó una profunda ligazón con África. Sus canciones reflejan esa fascinación. Años más tarde descubriría el amargor de la realidad social africana de la colonización y apartheid.
En Belmonte acabó sus estudios primarios y vivió el ambiente más profundo del Salazarismo junto a su tío que era adepto del mismo así como admirador de los regímenes fascistas de Franco y Hitler.
Coímbra donde comienza a cantar fados de Coimbra y serenatas, de estilo lírico y tradicional.
En
1958 graba su primer disco inspirado en la miseria del barrio de Barredo en Oporto.
En el curso 1958 - 1959 fue profesor de francés y de historia en la Escuela Comercial e Industrial de
Alcobaça
Regresa a Mozambique en 1964 y trabaja como profesor del Liceo. Desarrolla una intensa actividad anticolonialista que le causa problemas con la policía política del régimen (PIDE). Cuando regresa a Portugal se coloca como profesor en Setúbal donde participa activamente en acciones contra la dictadura y es expulsado de la enseñanza, lo que le obliga, para sobrevivir, a grabar su primer álbum: Baladas e Canções.
Entre
1967 y 1970, Zeca radicaliza su lucha contra el régimen de Salazar y se convierte en un símbolo de la resistencia democrática. Mantiene contacto con el Partido Comunista Portugués (PCP) y el LUAR. Es detenido varias veces por la PIDE.
En
1969 participa en París en el primer encuentro de la Canción portuguesa de combate y graba el LP Cantares do Andarilho, que recibe el premio al mejor disco del año y mejor interpretación otorgado por Casa da Imprensa. Zeca Afonso pasa a ser tratado en los periódicos por el anagrama Esoj Osnofa para evitar la censura.
En
1971, edita Cantigas do Maio (Canciones de Mayo), en el que aparece "Grândola, vila morena", que será más tarde inmortalizada como uno de símbolos de la Revolución de los Claveles. Zeca participa en varios festivales, publica el libro sobre él y lanza el LP Eu vou ser como a toupeira. En 1973 canta en el III Congreso de la Oposición Democrática y graba el álbum Venham mais cinco.
Sus últimos espectáculos recorren los escenarios de Lisboa y Oporto en
1983 cuando Zeca Afonso ya se encontraba enfermo de esclerosis lateral amiotrófica, rara dolencia neuro-degenerativa (conocida también como "enfermedad de Lou Gehrig," padecida también por el célebre científico Stephen Hawking). Al final de ese año le es atribuida la condecoración Ordem da Liberdade que Zeca rehúsa y más tarde, en 1994, se le vuelve a atribuir a título póstumo pero su mujer la rehúsa también recordando que ya en vida el propio Afonso lo había hecho.





Revolução dos Cravos - 25 de Abril - 1º Bachillerato - 08-09

Revolução dos Cravos é o nome dado ao golpe de estado militar que derrubou, num só dia, sem grande resistência das forças leais ao governo - que cederam perante a revolta das forças armadas - o regime político que vigorava em Portugal desde 1926. O levantamento, também conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido em 1974 pelos oficiais intermédios da hierarquia militar (o MFA), na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial. Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao povo português

Preparação para o 25 de Abril
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“, de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (
PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.

Consequências
No dia seguinte, forma-se a
Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição. O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
A guerra colonial acabou e, durante o
PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes.

O 25 de abril visto tempo depois
Quase todos reconhecem, de uma forma ou de outra, que o
25 de abril representou um grande salto no desenvolvimento politico-social do país
De uma forma geral, ambos os lados lamentam a forma como a
descolonização foi feita, enquanto que as pessoas mais à direita lamentam as nacionalizações feitas no periodo imediato ao 25 de abril de 1974 que condicionaram sobremaneira o crescimento de uma economia já então fraca.

Em relação ao cravo vermelho que tanto simboliza este dia, diz-se que uma florista que se dirigia para um hotel, foi abordada por um soldado e este pôs um cravo na sua espingarda e foi seguido pelo resto da população. Por isto é que esta flor é o simbolo desta revolução.


A Ponte 25 de Abril, também conhecida como Ponte sobre o Tejo, foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, em memória ao ditador que a mandou construir. Mais tarde, a ponte recebeu o actual nome em homenagem à 'Revolução dos Cravos' que aconteceu a 25 de Abril de 1974. Este foi um dia de revolução "não sangrenta". Na Revolução dos Cravos, os soldados puseram cravos no cano das suas armas e revoltaram-se contra a ditadura mais longa do mundo.